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Institucional

Novembro Azul: Ribeirão Preto antecipa rastreio do diabetes a partir dos 35 anos

Secretaria da Saúde atualiza guia municipal, com mudanças no rastreio, nos exames e no tratamento da doença

Novembro Azul: Ribeirão Preto antecipa rastreio do diabetes a partir dos 35 anos

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, passou a rastrear o diabetes em pessoas mais jovens. A partir de agora, adultos sem sintomas da doença devem ser testados a partir dos 35 anos, e não mais dos 40, como era a orientação anterior. A mudança está no novo Guia Rápido de Diabetes Mellitus, lançado pela pasta e que não recebia atualização desde 2021.


A revisão foi lançada neste Novembro Azul, mês em que a rede municipal intensifica a busca por pacientes do sexo masculino durante consultas de rotina. De acordo com o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, esse público costuma procurar menos as unidades de saúde e, por isso, recebe o diagnóstico de doenças crônicas mais tardiamente.


“Antecipar o rastreio em cinco anos deve permitir identificar mais pacientes antes que a doença avance, reduzindo complicações como problemas renais, de visão e cardiovasculares”, afirmou.


Além da idade para o rastreio, o guia atualiza procedimentos de diagnóstico e tratamento do diabetes nas unidades de saúde da cidade.


Um dos exames utilizados no diagnóstico, o teste de tolerância oral à glicose, que mede como o organismo reage ao açúcar após a ingestão de uma solução adoçada, teve sua duração reduzida de duas horas para uma.


Segundo a Secretaria, o tempo menor não compromete o resultado. A nova versão do teste tem maior sensibilidade para identificar alterações metabólicas precocemente, além de manter o paciente menos tempo na unidade.


O guia também estabelece uma medida de segurança para esse exame. Quando a glicemia do paciente, medida por uma gota de sangue antes do teste, está acima de 150 mg/dL, a solução açucarada deixa de ser administrada, para evitar sobrecarregar o metabolismo de quem já apresenta níveis elevados de glicose.


Troca de insulina
Outra mudança afeta o tratamento de pessoas com diabetes que dependem de insulina. A rede está substituindo gradualmente a insulina NPH, que pode exigir duas ou três aplicações diárias, pela glargina, um tipo de insulina de ação lenta aplicada uma vez ao dia.


A insulina glargina reduz o risco de picos de açúcar no sangue e de hipoglicemia, especialmente durante a noite. Nesta primeira etapa, a troca é destinada a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos com diabetes tipo 1 e a idosos a partir de 70 anos com diabetes tipo 1 ou 2. Os demais pacientes deverão ser incluídos nas etapas seguintes.


O guia recomenda ainda práticas complementares para auxiliar no controle da doença, como yoga, meditação, tai chi chuan, acupuntura e auriculoterapia. Essas práticas estão associadas à melhora do controle da glicemia, à redução da gordura corporal e do estresse.


Para a enfermeira Adrielen Calixto, responsável pelo setor de atenção às doenças crônicas não transmissíveis da Secretaria, a atualização aproxima o município das diretrizes nacionais mais recentes sobre diabetes.


“A atualização mantém o município alinhado com as diretrizes nacionais de cuidado de diabetes, garantindo assistência adequada às pessoas. Estas novas medidas visam ampliar o diagnóstico precoce da doença e contribuem para evitar e diminuir as complicações”, disse.