Parceria com a UNAERP utiliza tecnologia para apoiar decisões sobre segurança de pacientes, sustentabilidade e gestão hospitalar.
O Hospital Santa Lydia e a Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) iniciaram uma parceria inédita no Brasil para monitorar continuamente a qualidade do ar em ambientes hospitalares. A iniciativa utiliza sensores inteligentes capazes de gerar dados em tempo real que vão orientar ações voltadas à segurança de pacientes e profissionais, além de fortalecer estratégias de proteção ao meio ambiente.
Desenvolvido por meio do Projeto ARES (Avaliação da Qualidade do Ar em Espaços), o estudo torna o Santa Lydia o primeiro hospital de Ribeirão Preto a contar com monitoramento contínuo da qualidade do ar. A ação integra o programa Santa Lydia Verde, iniciativa da Fundação Hospital Santa Lydia voltada à promoção da sustentabilidade nas unidades administradas pela instituição.
Tecnologia a serviço da saúde - Os primeiros sensores começaram a ser instalados nesta semana e permanecerão em funcionamento durante um ano. Um dos equipamentos ficará instalado permanentemente na área externa do hospital. O outro será levado para diferentes ambientes internos, como recepção, corredores e outros setores definidos pela direção da unidade.
A cada 30 segundos, os sensores registram automaticamente informações como temperatura, umidade, concentração de dióxido de carbono (CO₂), material particulado e compostos orgânicos voláteis. Os dados são enviados para uma plataforma digital, onde serão analisados por pesquisadores da UNAERP.
Dados que ajudam na tomada de decisões - Segundo o professor Murilo Daniel de Mello Innocentini, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Ambiental da UNAERP e um dos responsáveis pelo Projeto ARES, o monitoramento permitirá compreender melhor a qualidade do ar em ambientes hospitalares e transformar essas informações em ações práticas.
"A qualidade do ar influencia diretamente a saúde e o bem-estar das pessoas, especialmente em hospitais. Com esse monitoramento, teremos informações importantes para apoiar decisões relacionadas à segurança dos ambientes internos e ao planejamento de ações de sustentabilidade", afirma.
Todos os meses, o Hospital Santa Lydia receberá relatórios com a análise dos indicadores ambientais. As informações permitirão acompanhar a evolução da qualidade do ar ao longo do tempo e identificar oportunidades de melhoria nos diferentes ambientes da unidade.
Para o pesquisador, o projeto vai além dos benefícios imediatos para o hospital e também representa um avanço na produção de conhecimento científico.
"Além de apoiar a gestão hospitalar, o estudo contribuirá para ampliar o conhecimento sobre a qualidade do ar em ambientes de saúde e poderá servir de referência para outras instituições que queiram adotar iniciativas semelhantes", conclui.
Ciência, inovação e sustentabilidade - Para a superintendente do Hospital Santa Lydia, Cássia Amaro, a parceria aproxima a ciência da gestão hospitalar e reforça o compromisso da instituição com a inovação, a sustentabilidade e a melhoria contínua da assistência.
"Utilizar tecnologia e conhecimento científico para orientar nossas decisões é um avanço importante. O monitoramento da qualidade do ar permitirá conhecer melhor nossos ambientes e desenvolver ações cada vez mais eficazes para oferecer mais segurança aos pacientes, acompanhantes e profissionais", afirma.
A iniciativa também fortalece o programa Santa Lydia Verde, que reúne ações voltadas à sustentabilidade e à adoção de boas práticas ambientais nas unidades administradas pela Fundação Hospital Santa Lydia.
"Ser o primeiro hospital a adotar essa tecnologia reforça nosso compromisso com a inovação e com uma gestão baseada em evidências. Cuidar da saúde também significa investir em ambientes cada vez mais seguros, sustentáveis e preparados para oferecer uma assistência de excelência", conclui Cássia.